sábado, 13 de agosto de 2016

J.K.Rowling - The Cursed Child



Olá pessoas!

Confesso que já estava com saudade das resenhas da Mila, e aí ela enviou uma resenha-vídeo para os fãs de Harry Potter.

Eu ainda estou lendo o livro, mas Mila, fominha que só ela, já detonou o livro todo e vai nos contar o que achou do livro novo.

O livro na verdade é uma adaptação de um roteiro de uma peça de teatro que fez muito sucesso na Zoropa, e os personagens agora são adultos e tem seus próprios filhos para atazanar a vida deles. É um novo formato, bem diferente do que estamos acostumados, mas o livro já começa com os filhos de Harry e Gina (três!! Nada de TV pro bruxo) ingressando rumo a Hogwarts via trem, como nos velhos tempos, e aquele vuco-vuco na estação. O livro é bastante envolvente e agora vou deixar vocês com a Mila para nos dar um gostinho do que vem por aí.







sexta-feira, 1 de julho de 2016

Meg Cabot - O Pedido



Aê... este livro acabamos lendo de graça pela Amazon, que foi uma fofa por disponibilizar para nós, fãs da Meg. Valeu mesmo, Amazon!

Caso você tenha perdido a resenha anterior dos 6 primeiros livros, clique aqui: http://dupladeduasresenhas.blogspot.com.br/2014/05/resenha-da-serie-mediadora-meg-cabot.html?m=1.

Para essa resenha convidei a Ana K, que na verdade foi quem me apresentou a esta autora. E antes que torçam o nariz dizendo que é leitura de garotinhas ou que é juvenil, mais uma vez digo que isso é conversa fiada. Não existe tal coisa, existem livros bons e nem tão bons assim... rs

Neste aqui, a Suze já está na faculdade e Jesse fazendo medicina. Ela está com 21 anos e com os hormônios em polvorosa, mas Jesse continua firme e forte em mantê-la donzela até o casamento, que pelo andar da carruagem vai demorar um cadinho. Os dois esperam (na verdade ele espera, pela Suze casavam ontem mesmo) que o Jesse termine a residência pra poder bancar a casa, já que ele é do século retrasado... rs. Então essa coisa de divisão de contas não desce muito bem pro garoto.

Então... eles combinaram que não haveria Dia dos Namorados para eles,  por que isso é data comercial e blá blá blá... lembrando que a Suze é osso duro de roer. Aí pra comemorar a data que não deveria ser comemorada, Suze parte pro cemitério para tentar dar jeito em um espírito que estava fazendo arruaça por lá, daquele jeitinho todo meigo dela. E é quando encontra um espírito de um garoto revoltado, que estava vandalizando as flores da sepultura da namorada que bateu as botas junto com ele.

Suze com seu jeito doce e recatado (SQN) vai quente pra cima do revolts e a coisa fica feia. Aí descobre que na verdade o que ela sabia não estava tão certo assim. Agora cabe a ela e a Jesse evitar que talvez um bom fantasma faça algo que vai lhe garantir a danação eterna ou o que for.

Para quem gostou da série Mediadora, já tem leitura garantida. O livro é curto, na verdade um conto, servindo de aperitivo para o livro Lembranças. O sétimo volume da série ainda está sem data para lançamento, mas já tem pré-venda disponível.

Pitacos da Ana K


 Eu sou super suspeita pra falar bem dessa série, por que é uma das minhas favoritas, amor eterno. Com certeza, das minhas séries infanto-juvenil (sim, também não gosto muito do termo, mas... rs) ela é a melhor, seguida por Demon Underground e Instrumentos Mortais (nisso a Dupla bate juntinho com essa fela).

Como a Tinis disse, isso é um conto, acho que com o objetivo de ser a ponte entre os personagens dos 6 primeiros livros e o sétimo. É algo bem curto, uma leitura rápida que te deixa com ânsia de ler Lembranças.

Aliás, ler esse livro foi de certa forma difícil. Eu queria terminar, mas queria que durasse, estava morrendo de saudade de todo mundo. Foi ótimo ver como o Jesse está se saindo no mundo atual (superbem, diga-se de passagem), mas gostaria de ter visto mais da família da Suze. Sim, sim, o foco não era exatamente esse, mas... rs.

Outra diferença deste livro para os anteriores, é que aqui há uma leve "sexualidade", por assim dizer. Não acontece nada, nem tem nada explícito, mas algumas insinuações estão presentes. Na verdade, é a Suze com fogo no cotoco (e tem uma cena pra lá de hilária com ela de olho em algo proeminente no bolso do Jesse, mas além de ter algo realmente proeminente, era o símbolo do título do livro, que com o afã da mocinha, acaba metendo o pé na jaca, como sempre...rs), porém fica claro que ela não está sozinha nessa frustração toda... rs (ó dó do menino).

Então, não dá pra falar mais sem entrar no conto, mas já adianto que o Jesse continua superfofo e a Suze ainda é a mesma mula empacada de sempre. Ahh, e tem gente nova. As colegas de apartamento da Suze pareceram ótimas, espero que dêem as caras em Lembranças.

Quem não pede, não ganha, então vou ser cara de pau mesmo.... Galera Record, caso queira alguém para um BookTour de Lembranças, estamos aqui, viu? Duas fãs super dispostas a aceitar, e nem precisa de um pedido de casamento feito pelo Jesse. Maaas se ele fizer o pedido pra mim, não recuso. Hahahahaha.

Sorry, Suze, mas Jesse é Jesse. =3




terça-feira, 14 de junho de 2016

Gena Showalter – The Darkest Torment#12º Senhores do Submundo



Antes de mais nada, quero agradecer a Ka Nobre por me dar este livro de presente. Amei, Ka!
Este livro está cheio de surpresas pra lá de agradáveis. Ai ai... muito gostoso de ler, e é sempre um prazer ler e falar sobre os Senhores. Vou por tópicos falar das surpresas, depois comento sobre o livro propriamente dito. Vamos lá:

1º- Gena começa o livro se justificando. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, esperava que o próximo livro, depois do Torin, fosse ou da Cameo ou do William. E por quê? Por que eles já estavam na agulha. Vários trechos de livros anteriores meio que prepararam o caminho para eles, aí ela começa o livro dizendo que se sentou para fazer o livro pensando que seria sobre um desses mesmo. Mas que quando sentou o buzanfã pra colocar suas ideias no papel, meio que se surpreendeu quando o que começou a sair foi o livro do Baden. E surpresa! Não é que o livro é fantástico?

2º- Ela no final do livro faz uma jogadinha que não é original, outras autoras já fizeram, como a Lara Adrian no seu Compendium, mas a foto saiu maravilinda no final. Ela faz um jogo de perguntas e respostas sobre os Senhores com algumas autoras famosas, entre elas: Kresley Cole (sua amiga do peito), Lucy Monroe, Nalini Singh, J.R.Ward entre outras. E foi engraçado ver suas respostas.

3º- Além desse jogo de perguntas e respostas, no finalzinho do livro ela faz uma brincadeira. Tem como se fosse um resumo, um compilado dos Senhores, suas fraquezas, pontos fortes e suas principais características retiradas de um arquivo particular de... ahá... Hades, quem diria! E é muito divertido ler sobre seu ponto de vista. Ele se pergunta se vale a pena recrutar ou matar um deles... hahaha. Não terminem o livro sem ir até o final! Vão morrer de rir.

4º- Por último e não menos importante: o Top 10 das regras dos Cães do Inferno para os humanos. Se vocês não sabem, este livro apresenta uma nova raça a nós leitores, os cães do inferno. E é muito engraçado ver as regras deles. Gente, vocês vão simplesmente adorar! Fantástica essa tirada da Gena.
Bom, falei das novidades, agora se preparem para pequenos (cof cof) spoilers. Coisa pouca. Juro. Vou tentar me controlar pra deixar um cadinho de novidade para quando forem ler o livro.

Ah, quase ia esquecendo. Gena comenta respondendo a uma das perguntas se mudaria alguma coisa em seus livros se pudesse voltar no tempo e... ai, acho que vocês vão surtar agora! Ela disse que reescreveria a jornada de Sienna, colocaria Paris com... Viola! Surtei agora... e isso mesmo causando revolta nos leitores, e faria Gideon falar diferente, mas disse que se pudesse voltar ela sentaria e planejaria melhor o desenrolar da história. Essa foi uma pergunta da Jeaniene Frost Free. Achei muito interessante isso. E ela já prepara nosso espírito para apresentar novas raças, então povo... preparem os coraçõezinhos por que a moça tá querendo dar uma mexida nas coisas... rsrs.

Vamos ao livro. Baden é aquele guerreiro que foi decapitado graças a uma treta da Haidee. Ela acaba fazendo par com Amun, lembra? Pois é, então ele ficou no aquém do além, num limbo junto com Pandora. Então Hades faz um trato com eles, e eles acabam com um bracelete em espiral que adere ao braço deles, e enrolados num jogo pra lá de perigoso com Hades. Só que esse bracelete não podia ser tirado, e junto com o bracelete vinha um demônio. Ou seja, nenhum deles estava puro, literalmente... kkkkk. 

Baden, ex-guardião do demônio da Desconfiança, acaba mais desconfiado que nunca. Ele volta para a fortaleza dos Senhores e acaba colocando todos em perigo. Hades obriga tanto a ele quanto a Pandora a fazerem pequenas tarefas sujas para ele, tipo matar alguém, recuperar objetos perdidos, etc. Uma dessas tarefas leva Baden a recuperar uma moeda que foi roubada dos domínios de Hades. Uma moeda muito especial que dava poder para quem a possuísse. O poder de reinar. E Hades está em guerra com seu filho adotivo, Lúcifer. O livro pega fogo, tá? Abre uma nova era para os guerreiros. Uma de guerra declarada, onde os dois capetões estão lutando para dominar o submundo.

É aí que entra Katarina, uma adestradora de cães. Ela tá em pleno casamento forçado com um mafioso-traficante muito do malvadão quando Baden mete o pé na porta junto com Torin e William. Aí ele rouba a noiva do traficante, mata seus capangas e deixa um recado: ou a moeda ou a noiva. E rouba a noiva. A noiva, a Katarina, não é fraca não! Mas Baden se engana redondamente achando que por ser humana ela é fraca, tola e nada digna de confiança. Ah, coitado.

Baden tem o Destruição, apelidado de Mádestruição pela mocinha....rs... e esse demoninho fica dentro da cabeça dele gritando o tempo todo matar, matar, matar...

Então Baden trocou 6 por meia dúzia. Acaba com um demônio pra chamar de seu do mesmo jeito que começou antes de perder a cabeça. Enfim, Katarina tenta tratar Baden como um de seus cachorros. Essa partinha é hilária. Como treinadora de cães, ela usa o que sabe em proveito próprio. E a danada sabe o que faz. Coloca demônio e mocinho comendo na sua mão. 

Baden por ter ficado milênios longe de qualquer contato humano, tem a pele super sensibilizada e não suporta encostar em ninguém. E quando as coisas vão ficando quentes pro casal e ele resolve partir pra catracada, ele impõe regras. Do tipo não pode ter contato corporal, nada de conchinha depois, etc... e a moça resolve botar as manguinhas de fora. Ensina pro moço que o buraco é mais embaixo com ela. E não é que funciona?

Quanto a Cameo, ela volta do limbo onde esteve com Lazarus, mas sem lembrar de nada. Afinal, tudo que a faz feliz o demônio da tristeza a faz esquecer... e ela dá um jeito na vida dela. Vocês vão ver.

William... ah, esse aí tá lascado. Gillian faz aniversário, e em vez de presente, a Keeley, a rainha Vermelha e par do Torin, dá de presente uma bebida batizada. Mas o que vem nessa bebida dá uma volta de 360º em sua vida. Ela fica muito, mas muito doente. A coisa é séria e deixa William doidipedra. O tal presente acaba sendo seu passaporte para a imortalidade se... ela se comprometesse com um imortal, tipo casamento, sabe? E William, apesar de gostar dela demais, não se vê fazendo isso por causa da sua maldição. 

E é aí que entra Pukinn. Personagem novo. Ele é um sátiro. Corpo de cabra e torso humano. E apesar dele ser lindo e causar um certo siricutico nas entranhas da Gilly, ele também hospeda em seu corpitcho o demônio da Indiferença. E oferece a Gilly a chance do tal casamento na intenção de salvá-la e fazer com que ele sinta alguma coisa. Mas... ele também jurou vingança contra Torin. E agora? Vão ter que ler pra saber... só digo uma coisa: é de roer os cotocos.

Voltando ao casal 20, ela é forçada a passar um tempo com Baden, e no meio da fuzaca acaba aparecendo dois vira-latas. Só que os cachorros não eram simples vira-latas que abanavam o rabinho. Não. Eles eram cães do inferno. E uma das coisas que Destruição mais odeia é a tal raça.
E como ela descobriu isso, esconde o fato para que os cachorros não fossem mortos por Baden.
Olha, o livro é fantástico do começo ao fim. Os Senhores aparecem, a gente fica com pena do Galen tentando usar qualquer um, até mesmo Baden, como cupido entre ele e Legião. Não sei vocês, mas não me acostumo com o outro nome dela.

Vou parar por aqui antes que fique grande demais, mas fica a dica. Assim que sair, leiam. Muito bom mesmo. E fiquem de olho nas harpias, por que elas acabam levando Katarina pra um passeio no antro dos Enviados, o que causa uma boa dor de cabeça para Baden. No final, ela deixa de lambuja uma cena "O dia mais Sombrio", trecho curtinho que na verdade deveria vir como prólogo, pois mostra uma cena antes de Baden conhecer Katarina. Detalhe: Baden antes de morrer era conhecido como um gentleman, mas depois fica o catiço. Os Senhores, apesar de amá-lo como a um irmão, temem deixar suas mulheres ao alcance da fúria do seu temperamento irascível. Muito bom. A sensação que tenho é que ela não queria parar de escrever o livro... amei!

Leiam, viu? E deixem suas considerações sobre qual será o próximo livro: William, Cameo ou Galen? Eis a questão.




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Katy Evans – Legend



E temos mais um livro da série Real! O último. E mais um para acrescentar à categoria de excelente. Podem ir se preparando, pois este aqui tá do balacobaco. O mocinho é Maverick “O Vingador” Cage. A mocinha é Reese, prima de Brooke, que resolve bancar a babá do Racer, filhinho do nosso Riiiiptiiiide, o bipolar mais amado do planeta. Quem nunca quis um bipolar desses pra chamar de seu? E gente, que capa é essa? Ui.

O que acontece? Antes deixa explicar uma coisa. Reese aproveita as férias da faculdade e vai ser babá do Racer pra fugir das asas da mami superprotetora, já que ela tinha um amor platônico na faculdade e queria dar uma distância para forçar o bofe a sentir saudade. O carinha é um chato de primeira e nem trepava nem saía de cima. Um saco! E ela naquela fissura por um mauricinho cheio das nove horas! Bom, enquanto um chuta outro cata. E depois vocês têm que conferir a comparação entre o TDB e o... putz, deixa pra lá.

Aí vamos pro que interessa, que é o TDB do Maverick. Ele saiu da cidade natal e foi tentar a sorte no submundo das lutas com uma poupança meio sem vergonha e uma mochila nas costas. Só. E não queria ser apenas mais um lutador. Não! Nada disso. Ele queria ser... uma lenda! Daí o título. Ele queria desbancar o título de campeão do Remy! Estava de olho no cinturão. O coitado foi batendo de porta em porta dos treinadores, e ninguém queria ter nada com ele. Sabem por quê?

Vamos voltar um cadinho. O pai abandonou a mãe dele quando ele era pequeno, e cagava e andava pro filho. Nos aniversários mandava um presente pelos correios, e invariavelmente era uma luva de boxe. Até que chegou por último um par de luvas usadas que o pai usou em suas lutas. Quem aí adivinhou de quem ele é filho? Bora gente, vamos pensando...  Ninguém queria se arriscar com ele. Todo mundo bateu com a porta na sua cara. Até que ele chega a Oz, um treinador bebum que não mais estava na jogada. Ele insistiu tanto que o cara aceitou.

E enquanto isso, por obra e graça da autora, Reese e Maverick acabam se encontrando na academia onde ela estava indo para tentar perder uns quilinhos, já que estava acima do peso. E a sortuda já no primeiro dia dá de cara com o TDB. Pois é, além de ajudar o pobretão a treinar de graça na academia como convidado dela, ainda dá a dica do treinador. Pronto, era tudo que precisava pro Maverick olhar aquelas carnes todas enquanto ela corria na esteira com outros olhos. E como olhava! Enquanto ela se achava gorda e feia, ele tava lá só de butuca nas carnes. Por ele não mudava nada. Ficava imaginando se perder naquela fartura toda, pois segundo o livro, era uma mulher exuberante, porém recatada. Usava roupas que não a favoreciam. Até o gostosão. 

Olha, vontade de contar um montão não falta, mas vou me segurar! A coisa é o seguinte: ele acaba entrando no páreo, luta pra valer, faz seu nome e por incrível que pareça, cai nas graças do Remy!
Coisa mais fofa é o filho do Remy, ele na verdade acaba sendo a cobertura pros “encontros” no parque. Fofo demais!

Livro mais do surpreendente, e vou Ti contar... adorei! Pensei que um livro cujo personagem fosse filho do malvadão, do vilão dos livros anteriores, seria um pé no saco. Mas que nada! Sabe aquele livro que você devora e não vê a hora de ler tudinho, mas quando chega ao fim protela para não acabar rápido? É esse! Ai meus sais, e o pior é a tortura de saber que este é o último livro da série. Na verdade, este é um fechamento, por que enquanto a trama do casal vai desenrolando, Katy Evans desenvolve a história do Remy e da Brooke, mas de modo que eles fiquem como coadjuvantes, não roubando as cenas, mas dando uma valorizada bonita! Amei o livro. Ô vontade de ler de novo, só de escrever essas linhas.

No fim do livro, Katy Evans se despede da série dizendo que Melanie e Greyson estão casados, Pandora e Mackenna receberam a visita da filha deles, a Eve, e que ela espera que a gente também goste da nova série que está escrevendo. E se for um pouco parecida com esta, ai ai... já estou de olho. Katy Evans definitivamente chegou pra ficar! E Real já deixa saudades! Então fica a dica: não comam mosca! Quem não leu esta série, leia! A Brooke dá umas vaciladas, mas depois toma tento. Mas o Remy, ah, o Remy... ô lá em casa!



domingo, 24 de abril de 2016

Amy Harmond – Running Barefoot



Esse é um dos livros mais lindos e fofos que já li. A Ana K já tinha me falado deste livro e me deu de presente... amei! E a convidei para fazer esta resenha comigo. É um livro para ser lido numa tarde de chuva, entre leituras de livros mais punks ou até mesmo para desopilar o fígado, pois é um livro pra lá de fofo. Pode dar de presente sem medo de ser feliz e passar vergonha, para qualquer adolescente. Se você gosta de livros hots, este aqui não é pra você.

Bora pra história. O livro é quase todo passado nas idas e vindas da escola dentro do ônibus. Ali vemos a pureza dos personagens, a escrita que se prende aos detalhes, a singeleza (esse nome mesmo!) das cenas. Muito lindo!

Josie Jensen tinha apenas 9 anos quando sua mãe bate a caçuleta. Até aí igual a tantos outros. Só que a família dela morava numa cidadezinha perdida de Deus nos States. Quando a mãe morre, deixa todos a pé. Seu pai trabalhava na pequena fazenda com os irmãos mais velhos da Josie, e sobrou para ela pegar as rédeas do serviço doméstico. Nos primeiros dias a vizinhança se desdobrou para ensinar aquela menininha o básico dos afazeres domésticos, tais como lavar as roupas brancas separadas das coloridas, fazer as refeições, e foram aprimorando. Cada dia era uma vizinha ensinando como ela ser a “dona da casa”. E a vizinhança estava de parabéns! O livro chama muita atenção nessa parte. Todos se ajudam.

E criança é criança. Apesar dos adultos serem super bacanas, tinha uns fedelhos (aqui tive vontade de escrever algo que rima com fedelho, mas me contive... rs) que perturbavam a vida dela na ida para a escola, dentro do ônibus escolar. Pois bem, o motorista pra facilitar seu trabalho, designa que cada criança sente num determinado banco já identificado, marcando um lugar desde o início até o fim do ano letivo. E começa o tormento de Josie, sendo sacaneada por um coleguinha muito do fela até que é salva por Samuel. Mestiço de índia com branco, ele pegou todas as características do povo navajo. E com isso vieram as perseguições; cá pra nós, acho um absurdo perseguir um TDB! rs.

Josie tinha 13 anos e ele era cinco anos mais velho, mas mesmo assim começaram uma amizade muito comovente. Ela adorava música e pediu a uma das vizinhas para ensiná-la a tocar piano. E lia muito. A amizade deles começou com ela ajudando Samuel a entender os personagens da literatura inglesa, ou pelo menos, os dois discutindo trechos dos livros.

Achei superinteressante que o livro mostra nessas discussões literárias dos dois vários trechos e personagens dos livros famosos como Morro dos Ventos Uivantes, entre outros. Muito engraçada a visão dele, e interessante a defesa dela... rs.

Eles dois se apaixonam sem saber direito o que era o amor. Mas enquanto Josie planeja ficar na cidade para cuidar do pai e dos irmãos, Samuel não vê a hora de meter o pé. Sua vida não foi fácil também. Não aceito completamente pelo povo da mãe depois que seu pai morre, ele volta a morar com os avós na cidade após sua mãe se casar de novo. Também não aceito pelos colegas, ele sonha em se tornar nosso sonho de consumo. Um SEAL. Tive que colocar em letras garrafais para quem estava aí meio que cochilando. SEAL. Sim, e mestiço de índio... OMG!! Ai meus sais! Mas nada de safadeza nesse livro. Tudo muito inocente.

Samuel acaba saindo da cidade para perseguir seu sonho e depois volta todo todo! Ai ai... leiam! Vão gostar.

Agora vem a parte da Ana K...

Então... Percebi uma coisa. Meu gosto bate com o da Tinis (com raríssimas exceções contra) quando EU indico os livros. Ela geralmente só me mete em furada. Sim, sim, estou jogando o Ardan na sua cara de novo, Tinis. Seu passado te condena e MUITO.

Mas voltando para a história. Em primeiro lugar, gostaria de frisar que não sou muito fã de drama, e sofrência não é comigo, mas gostei deste aqui. Acho que por ele ser mais “leve”, se é que existe drama leve.

A história é bem light, não tem cenas quentes, tem mal mal beijo, por que o foco não é esse. Alguns livros têm o sexo como único acontecimento no enredo e não é o caso deste aqui. A atenção é totalmente voltada ao desenvolvimento da amizade entre Samuel (<3) e Josie. Aliás, a Sam(ara) até riu de mim, por que eu lembrava facilmente o nome dele, mas o dela não vinha na mente de jeito nenhum, só chamava de “livro do Samuel”. rs

É impossível não se identificar com a Josie quando ela descobre o mundo da leitura, como ela vai usando os livros para ter uma folga do dia a dia, e deu até vontade de fazer uma “Parede das Palavras” também. Rs

Quanto ao Morro dos Ventos Uivantes, superconcordo com ela. Li essa jaca quando tinha uns 15 anos e nunca entendi o rebuliço para cima dele.

É superlegal ver a mudança no Samuel, ver como a Josie ajuda na direção do futuro dele. Ela não foi a responsável, por que é ele quem luta para que o sonho aconteça, mas com certeza, ela tornou um pouco mais fácil para ele conseguir o que quer.

A única coisa que acho que não foi muito legal foi o final. Se a Amy Harmond tivesse colocado mais umas 10 páginas no fim e mostrado um pouco mais da vida da Josie, teria ficado perfeito. Não me entendam mal, não termina em aberto, mas acho que o livro pedia pelo menos um epílogo. E por favor, mais detalhes da cena final... Eu queria detalhes do Samuel!

Falando nele (já disse que o adorei? Pois é, adorei), esse é um dos pouquíssimos livros que me fazem repensar minha opinião sobre “versão dela/versão dele”, que é só uma forma de ganhar dinheiro mostrando até a versão do papagaio, mas nesse caso... Tia Amy, se estiver lendo isto (sim, sim, sei que não está), por favor, faça uma história mostrando a perspectiva do Sam. Sério mesmo, uma compradora do livro dele você já tem. o/

Então, para encerrar e reforçar, recomendo com força a leitura. Para quem tá cansado da atual moda de livro fragmentado, milionário e chicotada (antes era José Rico, agora é Chicotada), essa indicação vale a pena, mesmo sendo uma história light. E ainda é bem escrito. E ainda tem SEAL. E ainda tem um mocinho MARA, que além de tudo é navajo... Ou seja, só tem motivos para ler... rs.




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