terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Jess Rothenberg - A Catastrófica História De Nós Dois



Leio muitos livros. Um monte. E nesse vai e vem de livros, às vezes me deparo com um que marca. Que bate lá no fundo do peito e causa até um frisson. E com esse aí, a Catastrófica história de nós dois, foi assim. Ganhei de presente de amigo oculto da minha amiguxa Patty Norris, coisa mais fofa, que ao invés de um, me deu um montão de livros de presente. Todos do meu agrado. E eis que no meio daquela tonelada de livros, aparece esse aqui. Eu tasquei um montão deles no meu e-reader (não vou dizer a marca que senão dirão que nosso Blog está fazendo merchand...rs), e por acaso comecei a ler esse. Uau!!! Uau ao quadrado. Maravilhoooosoooo!!!!

Não importa se você acredita ou não em vida após a morte. A história é bem escrita e amarradinha, e surpreende pela abordagem do tema, o qual todos nós tememos, e nos faz pensar... e muito. Achei muito interessante. Ela leva para o leitor tudo que se pode imaginar, toda a carga sentimental que pensamos que alguém poderia ter ao morrer: medo, negação da sua realidade, revolta, vontade de se vingar, até a derradeira aceitação, onde se acha o caminho dali por diante.

Super recomendo a leitura!! Esse livro nada tem de hot, é literatura infanto-juvenil, seu filho, filha, sobrinha adolescente pode ler sem medo de ser feliz e de achar um vuco-vuco no meio da história que os traumatize para todo o sempre. Não, ele é fofoooo, muito lindo, cheio de situações que dão o que pensar... e no final, uma bela lição de vida! Ou de morte, no caso. Mas não se engane que pelo fato de ser literatura infanto-juvenil ele não seja O Livro!!! E é. E já já vou falar dele.

Este livro, ao contrário de alguns que recomendei, a mocinha não morre no final. Morre no início...rsrsrs... é verdade, morre beeem no início. Ela tem quase 16 anos e vai a um jantar com seu namoradinho. Ela o conhece desde que era pequena, mas um belo dia ela bate o olho nele e Paft. A paixão bate na sua cara. E eles começam a namorar. Ela tinha 3 amigas que juntas formavam um quarteto muito bem afinadinho. Amigas para sempre. Desde sempre foram amigas, daquelas de dividir todos os segredinhos sujos. E Aubrie Eagan tem essa sorte de encontrar em suas amigas almas gêmeas: Emma, Sadie e Tess. Sadie era a mais chegada. Pois bem, Brie, como era mais conhecida, era apelidada por sua família mega amorosa de Brie, como o queijo, e esse apelido dava margem para todos os outros tipos de apelidinhos infames, tipo Cheetos, e por aí vai... ela detestava, mas aceitava, fazer o que, né? Bom, Brie sai para jantar com o seu namorado, o mega gato Jacob. Só que durante o jantar Jacob solta uma pérola que dá início ao episódio que alavanca o livro. Ele diz EU NÃO TE AMO! Uma frase que caiu em Brie, que não esperava por isso, como um soco no meio no peito. Ela perdeu o fôlego, e seu coração simplesmente partiu ao meio. Rachou. Coração partido literalmente. Morreu bem ali. Na mesa do restaurante. Chocou toda a comunidade médica, principalmente ao seu pai, que era um renomado cirurgião cardíaco. Ele começou uma ciranda para tentar descobrir a causa mortis de sua filha, até então uma atleta que fazia salto ornamental, aqueles mergulhos maravilhosos em piscina. Quando criança Brie teve sopro cardíaco, o qual reverteu espontaneamente sem necessidade de cirurgia. Então aquilo chocou todo mundo.

Tá, vocês vão pensar: Mas que livro triste!!! Não, essa parte é beeem no comecinho do livro, isso aí tudo está no resumo que a própria editora fez do livro, mas contei com minhas próprias palavras, é claro... rsrsrs... Bom, o espírito de Brie não se conforma em ter morrido tão nova, tão cheia de vida e pelo que viver. Mas o que ela não se conformava mesmo era Jacob ter causado sua morte. E ela acompanha seu velório com olhos de adolescente, e achei muito interessante sua visão daquele ponto de vista do além. E como toda menina, ela reparou em algumas pessoas que não estavam nem tchum para ela ali. Mas se emociona com a “despedida” que suas amigas fazem para ela.

De repente, ela acaba na pizzaria que sua família costumava frequentar: Cantinho do Céu. Exatamente como era. E ali encontra alguns adolescentes em várias idades. E dá de cara com Patrick. Um rapaz com aparência dos anos 80, lembrando muito Tom Cruise no filme Top Gun. Ele a apresenta ao mundo do além e ao M&E. Manual dos recém falecidos, Morto e Enterrado. Ela ainda ressentida com o fato de ter batido as botas, não aceita muito fácil ter que se adaptar a toda aquela mudança. Até que Patrick a leva de volta ao mundo dos vivos para resolver alguns assuntos pendentes.

Trocando em miúdos, o livro é uma viagem maravilhosa, tocante, muitas vezes divertida, e de forma alguma angustiante. Ele em vários momentos me lembrou aquele filme Os fantasmas se divertem, mas cheio de lições. Sua família fica meio desestruturada após sua morte, mas Brie encontra um modo de mexer com isso. E a coisa mais fofa era o relacionamento de Brie com seu irmãozinho de 8 anos e seu cachorrinho Hamloaf, que acaba sendo um companheiro em algumas aventuras pós-mortem.

Patrick ensina a Brie como mergulhar pelo ar do Pedacinho do Céu para o topo da ponte Golden Gate, para que dali mergulhasse no mundo dos vivos. Aventuras, desventuras, mal entendidos e descobertas são os temas abordados pela Catastrófica história de nós dois. Mega fofo, alguns momentos tristes, mas com certeza leitura altamente recomendada. Leiam sem medo. Darão boas risadas, e vão ficar com o mesmo sentimento que eu tive ao acabar. Que leram algo simplesmente diferente dos livros atuais. E maravilhoso.

Brie se reconstrói após sua morte, encontra-se numa encruzilhada e acaba descobrindo que há vida naquele corpinho após a morte. E que também tem gatinhos naquele Pedacinho do Céu. Amigas da onça também. A autora mostra sensibilidade e senso de humor (algumas vezes negro) ao descrever as cenas, e Brie é uma personagem forte e carismática. Amei e espero que vocês amem também essa Catastrófica história de nós dois.


Ti

9 comentários:

  1. Resenha com gostinho de quero mais. Estou indo procurar agora mesmo. Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah, Hecate, o livro é lindo demais. Acho que seria perfeito como filme, talvez melhor do que Ghost!!! Vc vai amar!
      bjss

      Excluir
  2. Tininha, mas uma resenha perfeita!! Esse livro é muito bom! eu já li e concordo com tudo que você disse. Parabens.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  3. Didi, obrigada pelas palavras e pelo carinho de sempre, meu amigo!! E esse livro acho que deveria ser leitura obrigatória. Muito lindo!!!
    bjss

    ResponderExcluir
  4. Nada como uma boa resenha pra gente botar a fila dos livros pra andar!! rsrs Obrigada, Tininha. Vou ler, com certeza! Beijão.

    ResponderExcluir
  5. What?! Até tu por aqui Brutus?! Quando penso que já vi de tudo nessa vida...

    Didi e Andréa, se tem um dramalhão é com Tini mesmo. rss

    Bjimmm

    Fidis

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que mané dramalhão kinada, o livro é maravilhoso e várias partinhas muitos divertidas. Mas não existe livro bom se não tiver certa dose de drama... rsrsrs
      bjs a todos!

      Excluir
  6. hum..... Não sei porque a admiração da resenha bem feita! Apesar de só rir, Tinigirl é pura inspiração..... quando crescer quero ser quinem você....

    ResponderExcluir

Tradutor

ÚLTIMAS POSTAGENS