sábado, 5 de abril de 2014

Resenha de Wait for You






Jennifer L. Armentrout


Bom, antes de começar essa resenha, vou falar uma coisa pra vocês: livro pra ser bom tem que ter drama! É o drama que torna um livro em O livro. O drama é a própria história, e quanto mais bem contada, melhor fica. Claro que há dramas e dramas. Em uns o drama se arrasta e a história torna-se fantasiosa demais, irreal, piegas, e outros tem a medida certa para te pegar de jeito e você ficar com gostinho de quero mais. E quando isso acontece, causa aquele furor, aquela afliceta, aquele vuco-vuco nas entranhas que te faz pegar o telefone e querer contar para suas amigas e dizer: leia, é bom demais! Tá, certo. Nem todo mundo é que nem eu...rs

Eu peguei esse livro no meu e-reader por acaso, joguei o danado lá e pensei: um dia eu leio. Aí sem querer querendo, abri e devorei. Simplesmente me encantei com a escrita dessa escritora. Não dava nada por esse livro até que comecei a ler. Pensei assim: mais um desses NA, rsrsrs... e antes que perguntem, é a nova tendência, os New Adult. Alguns realmente são muito bons. E esse me surpreendeu. Cativou. Cara, Cam é demais! Imaginem um cara de 1,92m, tatuado, corpo escultural feito para o pecado, cabelos pretos e olhos azuis... tá, respirem, nada de ter um piripaque antes de ler a resenha... rs

Mas vamos à história. Cameron Hamilton é um carinha super badalado. O gostosão que foi jogador de futebol americano na faculdade, filho mais do que amado de pais classe média alta, galinha que só ele e acostumado a ter tudo que quer. Farrista, tranquilo, não precisava se comprometer com garota nenhuma, pois sempre chovia na sua horta. Aí um belo dia ele dá um encontrão com uma menina no seu 1º dia de aula na faculdade. E sua vida muda.

Avery Morgansten tinha pavor de chegar atrasada, pois isso chamava atenção para sua pessoa. Não que ela fosse feia, ao contrário. Era uma garota muito bonita, mas super insegura. Aos 19 anos escolheu fazer sua faculdade bem longe de sua casa. Seus pais eram bastante frios em seu relacionamento com ela, e contra a vontade deles resolveu fazer sua vida longe. Mas o drama começou quando ela tinha 14 anos. Ao contrário do seu atual comportamento, aos 14 ela era uma menina cativante, dançava balé, aliás, planejava estudar dança e viver dela, era bastante popular na sua cidade, cheia de amigos e espevitada como qualquer uma nessa idade. Mas uma festa de Halloween muda tudo. Foi estuprada pelo filho do casal que era amigo do peito dos seus pais. O garoto era três anos mais velho que ela, aproveitou-se da confiança e abusou dela. Literalmente. Aliás, todos abusaram dela de uma maneira ou de outra.

O moleque envolve Avory num papo legal e arrasta a menina para um quartinho nos fundos. No meio da barulheira da festa ninguém ouviu seus apelos. O cretino fez o que quis, mas usou de um artifício muito inteligente. Usou a back door da menina, preservando assim sua virgindade. E quando Avery sai dali e chama o 911, eles a levam ao hospital e foi prestada a queixa. Só que na festa Avery foi fotografada antes daquilo acontecer sentada no colo do cafajeste e toda sorridente. Aquilo pesou contra ela, segundo seus pais, que não queriam se ver expostos ao “vexame”, já que eram frequentadores da nata da sociedade local, o furor poderia ser abafado.

Os pais do menino “compraram” o silêncio e a queixa foi retirada. Os pais dela forçaram Avery a aceitar aquilo, assinar um termo de sigilo total, e as consequências na personalidade em formação de Avery foram desastrosas. Tornou-se antissocial. Onde antes era o foco das atenções de um jeito bom, tornou-se alvo de fofocas, perseguições, telefonemas e torpedos mal intencionados. Foi chamada de mentirosa pela cidade toda, já que quando a queixa foi retirada, o cara que fez saiu como certo e ela errada. Perdeu sua autoestima, amigos, credibilidade, inclusive a pouca aprovação que seus pais tinham por ela. Minha opinião é que algumas pessoas não deveriam criar plantas, nem animais, e muito menos filhos, pois não têm amor. E sem amor é impossível educar ou mesmo ser capaz de criar nada. E esse foi o caso da mãe da Avery, uma criatura fria, sem sentimentos, e sua única preocupação era com a fachada. O pai era apenas um banana, acho que a parte mais dura de todo o livro não foi ver como ela foi repudiada pelos amigos, e sim pelos próprios pais.

Bom, mas isso não é o caso. O estupro não é o foco, e sim o que causou no comportamento de Avery. Ela chegou no campus totalmente fechada. Mas foi se abrindo lentamente graças à amizade que acabou fazendo com Britt e Jacob (esse Jacob é simplesmente hilário, todo mundo tinha que ter um amigo desses!). Esses dois realmente são super divertidos. Não pensem que o livro é pesado, pois não é. A abordagem do tema foi feita de forma magistral. Avery não teve apoio psicológico nem afetivo de seus pais. Fechou-se. Mas... a danada teve a sorte de encontrar nesse campus um dos mocinhos mais legais que já li. E amigos.

Cam era um galinha, como já falei. Era. Nesse livro vocês não vão encontrar traição, pois desde que ele bate os olhinhos em Avery já começa a se apaixonar. Ele é um cara franco, vivaz, de personalidade fácil de conviver. E começa a arrastar Avery para fora de sua concha. A cada página lida eu me via mais envolvida. Avery tem momentos muito difíceis por sua própria culpa. Ela afasta as pessoas por medo. Não quer que saibam de seu passado. Teme que aconteça ali o que aconteceu em sua cidade e comete uma série de erros. Cam é um cara super paciente, uma gracinha.

Esse livro é mais um daqueles de superação. Cam ajuda Avery a enxergar o X da questão. A enfrentar seus medos, a descobrir que pode e deve confiar nele. Acaba arrastando-a para a casa de seus pais no feriado de Ação de Graças, e ali Avery vê uma realidade completamente diferente da sua. Pais amorosos, irmãos brincando um com o outro, rotina saudável. Ela desabrocha... e quem se dá bem é o Cam.

Bom, se eu contar mais estarei contando o livro todo. Mas acabei descobrindo que esse livro faz parte de uma série, a Saga Whit you. Em “Trust me” (livro 1,5) Cam mostra seu ponto de vista. “Be with me” é a história de Teresa, irmã de Cam, que também passa por seus momentos ruins com seu ex-namorado, o que acaba metendo Cam em problemas. E “Stay with me” está prevista para ser lançada em Setembro de 2014, então só nos resta aguardar e rezar. Por que rezar? Para que a danada da autora não adoeça, nem desista, nem tenha qualquer zica que a faça protelar a série. A gente vicia, e cadê? Rsrsrs

Leiam que não se arrependerão.




9 comentários:

  1. Esse eu não li. Parece dos bons Tini. Bjimmmm

    ResponderExcluir
  2. Não gosto muito de NA e YA, mas esse parece ser dos meus, carregado no drama rsrss
    Vou colocar na lista.
    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Didi, esse livro vale a pena... pode ler sem medo de ser feliz!! rsrsrs

      Excluir
  3. Acabei de ler nesse instante, comecei assim que ví sua resenha, muito obrigada!!! Adorei!!!
    Adoro suas resenhas e seu gosto bate muito com o meu, por isso leio quando vc posta.
    beijosss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah, que bom, Rê... mas esse livro é muito lindo. O Cam é um fofo (o povo morre de meda quando eu digo isso, mas Cam é fofo, né não:???) e os personagens crescem ao longo do livro.
      Adorei seu comentário... e não se acanhe... dê seu pitaco...rs

      Excluir
  4. Ahh... também fiquei apaixonada pelo Cam, nossa ele é lindo e sensivel!

    ResponderExcluir
  5. Lembro que qdo decidi ler este livro foi, APESAR, de ser NA... e é lindo! adorei o livro, os personagens, como a vida dela vai mudando e o muro ao redor dela vai caindo! A resenha está tão linda, que deu até vontade de ler novamente... se não fosse a fila! bjs meninas!

    ResponderExcluir
  6. Ah, Cris... eu quando vejo algumas resenhas de livros que li tb sinto essa vontade.. apesar da fila pra ler ser imeeensa...rs
    E cada dia cresce mais, graças a Deus!!! Esse livro é lindo, e apesar do que falam dos meus fofos.. o Cam é um fofo, não é?
    bjsss

    ResponderExcluir

Tradutor

ÚLTIMAS POSTAGENS