sexta-feira, 29 de maio de 2015

Nalini Singh – A Lâmina do Arcanjo # 4º livro da Série Guild Hunter


Esse é um livro que antes mesmo de terminar tive vontade de sentar no PC e desfiar o rosário pra vocês. De contar tudo, e foi difícil demais permitir que a Ana K cortasse uns poucos spoilers que soltei aqui e acolá, um cadiquinho de nada (juro que foi uma mixaria...rsrsrs). Mas deixei ela cortar, e vou te contar: foi duro! Dmitri para mim (não sei vocês, mas fiquei fascinada pelo Dmitri desde a 1ª aparição que ele fez debruçado num pescocinho) foi um dos personagens mais fascinantes até aqui. Gostei dos anjos (o Illium então, ah, esse azulão é uma coisa), mas esse vampiro, ai ai. Esse vampiro bateu fundo no meu peito. Eu pegava, juro!!

Tem umas amigas de grupo que metem o malho nos vampiros, falando que tem bafão e etc. Eu canso de explicar que vampiro é autoclean. Tipo fogão autolimpante, sabe? Nada de precisar esconder o bafo de sangue chupando balinha de hortelã ou mascando chiclete! Nunca! Jamé. Mas vamos ao livro.

Eis que finalmente cheguei ao livro do tão falado Dmitri!! Fui bombardeada por opiniões conflitantes: por um lado tinha a Ana K, aquela fela que me viciou nesta série, metendo o sarrafo no Dmitri, e por outro lado a Karyne Nobre, minha amiga que sempre me dá dicas maravilhosas de livros, dizendo que o Dmitri era O Cara! A mocinha nem tanto, mas o mocinho... ah, o mocinho... E então eu fui conferir esse babado, pois todos já sabem que eu me amarro num livro controverso. E não é que achei este o melhor livro lido da série até então?

Pera aí, sou justa e vou dar a Ana K a chance de defender seu ponto de vista (nem falo que essa vista precisa de óculos urgente... tsc).

Uau, duas mil vezes uau. Pra podermos falar do Dmitri, temos que voltar pelo menos uns mil anos na história dele. O homem sofreu. Ponto. Muito. Sua família sofreu o panetone que o diabo amassou com o rabo. E ele também. Aí o danado ficou traumatizado, claro! Como não iria? Depois desse trauma digno de um divã de analista, ele mudou completamente. Da água pro vinho, ops, no caso dele, da água pro sangue.

Não ligava pra ninguém, as mulheres eram apenas pra uso de alimentação e fazer sacanagem. E bem suja, quanto mais suja, melhor. Ele gostava da coisa meio sapecada com dor, da parceira, é claro. Mas também não descartava uma dorzinha pra ele, como vimos nos livros anteriores. Ele teve um fogo no cotoco pela Elena, lembram?

Até que ele cruza seu caminho com a mocinha, Honor, uma das traumatizadas do livro anterior. Honor é uma Caçadora, e não daquelas nascidas, mas tem uma antepassada beeem lá no passado, que foi nascida caçadora. A mocinha sofreu horrores na mão daquele anjo surtado que o Raphael deu fim com a ajuda da Elena.

Um belo dia, ela é chamada para decifrar uma tatuagem com uns símbolos estranhos num cadáver. Aí começa o trelelê deles. Como caçadora não-nascida, o Dmitri não podia lançar seu cheiro (isso ficou estranho, né?) na Honor por que ela nem tchum pra isso. Ele teve que apelar pra seus encantos, mas também não precisou se esforçar muito. A Honor já tinha caído na rede dele desde o princípio.

O que dificultou muito foi o passado de safadeza do Dmitri e os traumas da Honor. Mas este livro ficou bem emocionante, gostei muito das cenas de ação; Dmitri e Honor trabalhando juntos pra tentar resolver dois casos: o do cadáver tatuado e dos vampiros que traumatizaram Honor.

Bacana, gostei muito desse livro, adorei saber da história do malvado do Dmitri, e o final achei bem legal e surpreendente, apesar de que quando falei pra Ana K, a fela disse kinem o Chapolin Colorado: desconfiei desde o princípio. Muito da sem graça, essa minha amiga... humpf! Mas agora que já falei bastante e defendi meu ponto de vista (o certo... rs), deixo vocês com os pitacos da Ana K.

 Pitacos da Ana K


O Dimitri foi um dos poucos personagens que eu realmente não gostei ao longo dos livros anteriores. Prometi à Tinis que ia me comportar e não descer o sarrafo nele, então vou tentar não xingá-lo (muito). Para mim foi um livro desperdiçado, a tia Nalini podia ter escrito sobre o lindo do Illium. Mas enfim, toca o bonde e vamos à resenha.

Dimitri é o líder dos Sete e quem o Raphael deixa no comando da Torre sempre que precisa se ausentar de Nova York. Como não podia deixar de ser, o Dimitri tem um momento triste e sofrido no passado dele, que é o motivo pelo qual ele é tão frio... Com a diferença, que ao contrário de muitos traumatizados perambulando pelas histórias por aí, o que acontece com ele é um troço pesado, do tipo que é quase impossível superar.

Tentei lembrar algum personagem que tivesse passado por uma tragédia similar à dele e não consegui. É o tipo de coisa que muda totalmente uma pessoa e no caso dele, tornou-o uma pessoa fria e hedonista (eu acrescentaria sádico também) e que só sente afeto por Raphael e os Sete (ou Seis, já que ele mesmo não conta... rs).

A história dele é contada por alto nos livros anteriores, então a gente já sabe que foi algo que rolou na transformação para vampiro e que envolve o Raphael. O quarto livro intercala passado e presente, enquanto o mistério dos corpos deixados pela cidade vai se desenrolando.

Mas quero deixar claro que antipatizo totalmente com o Dmitri pós-transformação, viu? O de antes, tô construindo uma máquina do tempo para ir buscar e catar para mim. Muito fofo e apaixonante.

Quanto à mocinha, Honor (cara, que nome horrível. Não sei como fica pior: original ou traduzido. Triste momento da Nalini), eu comecei o livro totalmente disposta a antipatizar com ela e cheguei alegremente ao final com a sensação de dever cumprido. Mas a culpa é do Dmitri... Não gostei dele, então por pura associação, eu não gostei dela. Prefiro a Elena, a Ashwini, a Sara... qualquer uma, menos ela... rs.

Ela foi brutalizada por vampiros (ó, isso tá na sinopse, viu, Márcia? Então não conta como spoiler meu. Lalalalala) e durante a história vão refazendo o ataque dela e perseguindo os culpados. Essa parte achei muito legal, a Honor precisou de muita força e coragem para perseguir e enfrentar os próprios monstros. Isso meio que redime o Dimitri, ele se empenha em ajudá-la na vingança, ele se ofende com o ataque a ela. E olha... Vou te contar, a tia Nalini dá um tom assustador ao termo “vingança dos Anjos”. Ô vingancinha sanguinária. Quase dá dó dos envolvidos. Quase.

Enfim, apesar de não gostar do Dimitri (como já disse, ele antes da transformação é um amor), fiquei muito decepcionada comigo mesma por ter gostado do livro dele. Não é meu preferido e ao contrário da Tinis, não acho que foi o melhor da série (para mim esse é o 6... rs), mas eu tinha esperado detestar o livro e isso não aconteceu.

Para quem for ler, espero que gostem da história tanto quanto a Tinis e quem como eu antipatizar com o Dmitri, bate aqui. o/




5 comentários:

  1. Toca aqui, Ana K. o/
    Li os três primeiros livros num "piscar de olhos" depois da resenha de vocês e pra ser sincera num simpatizei com o Dmitri não, tô enrolando horrores pra ler o livro dele e pirando pra ler logo o livro do anjo tatuado. Sorry Tini, mas o Dmitri nem de longe é um dos meus personagens preferido da série.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ownn, que peninha. Mas como eu sempre digo, gosto é muito individual.
      Eu gostei demais do Dmitri pq ele é um personagem único, sofrido e ao mesmo tempo, um sacana. Eu tendo a gostar de tipos assim: veja o Lothaire da série IAD da Kresley.
      Amei o Dmitri. Achei ele fascinante, e por mim teria mais livros dele... hahaha.
      Bjs Cris

      Excluir
    2. Cris, desculpa, to te respondendo com uma vida de atraso. Kkkkkkk
      Então, o Dmitri foi um livro que adiei MTO! Passei vaaarios livros na frente, enrolei mais que para ir ao dentista, mas finalmente li. Rs
      Vamos combinar... Tinha personagens mto melhores para a Nalini escrever, ne não? Kkkkkkk
      Beijao, Cris e desculpa a demora em responder.


      Ana K.

      Excluir
  2. Ti, eu indiquei essa série para uma amiga que terminou de e mandou mensagem dizendo que quer o livro Dmitri, que ela como você também se apaixonou pelo individuo (eu só tinha enviado os 3 primeiros livros) ela pirou quando ficou sabendo que tinha o livro dele.
    P.S. Eu amei o livro do Lothaire - Kresley Cole "divou" no livro dele.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cara, concordo com vc, Cris!!! Kresley mandou superbem no livro do Lothie! Apesar de ser suspeita, pq adoro os livros dela! No que se mete a danada arrebenta.
      Agora, quanto ao Dmitri.. achei esse um dos melhores. Li o Jason e ele tb me balançou...hahaha. Mas esse é pra outra resenha, que este bofe merece!!
      Um bj e obrigada pelo novo termo.. amei o "divou"... vou colar...kkkkk

      Excluir

Tradutor

ÚLTIMAS POSTAGENS