sexta-feira, 12 de junho de 2015

Gayle Forman - Se eu ficar



Amei. Simplesmente adorei esse livro. Sabe aquela afliceta que você tem quando acaba de ler um bom livro e quer contar pra todo mundo?? Pois esse é um deles. Fantástico.

O livro é de uma adolescente de 17 anos que cursa o último ano do ensino médio. Até aí chondas, um livro como outro qualquer, né? Pois bem, mas o diferencial vem logo nas primeiras páginas do livro. Pra começar não tem capítulos abertos com cap 1, 2, e por aí vai. Nem subtítulos. Vem marcado por horas, tipo: 02h47m. Ameeeeeeiiii! Diferente é legal.

Mia tem uma família maravilhosa, linda. Seus pais são óteeeemos. A mãe não cozinha, quem faz isso é o pai... rs. O pai foi um guitarrista de uma banda de cidade de interior que gravou uns discos, mas fez sucesso só por ali. E depois que a mulher engravidou, ele decidiu crescer, segundo suas próprias palavras, e se tornou professor. Não gostava de dirigir, só aprendeu aos trancos e barrancos depois que sua mulher engravidou do segundo filho, o Teddy. A mãe é uma pessoa bem centrada, trabalha fora, mas ama os filhos. Numa casa onde todo mundo curte rock, Mia ama música clássica. Então vocês já devem ter percebido o quanto a coitada é zoada nos encontros de família. Tá. Rebelde, né? rsrsrs. Mia quando declarou que queria tocar violoncelo, os pais tiveram uma crise de riso... e eu também. E tem várias, mas várias partes muito divertidas no livro, a começar pela descrição das roupas do pai, todo vintage.

Mia tem uma melhor amiga na escola, uma judia, a Kim. O começo da amizade das duas é algo hilário. Elas se detestavam, não iam com a cara da outra, até que as duas caem no pau... hahaha. Depois da briga se tornaram melhores amigas. E eu ri muito com essa parte. Estão pensando que por que são nerdizinhas as meninas não tocavam o terror na escola uma vez ou outra? As duas eram sonsas. E pra fechar com chave de ouro, Mia tem um namorado que também é músico, o Adam. Ele toca numa banda de rock que está começando a fazer sucesso. E apesar dos seus entreveros, os dois até que se dão muito bem. Ela violoncelista, ele roqueiro. Mas se amam, apesar de algumas divergências normais na vida de todo casal, que a gente acompanha ao longo do livro. Claro que eles tem os seus problemas de relacionamento, problemas esses que na verdade são a munição para o segundo livro, continuação deste aqui. Mia não se encaixava bem nesse universo do rock, não entendia muito bem o alvoroço das fãs, o barulho, e não gostava de comparecer aos ensaios e shows da banda. Ia por obrigação, a idiota, ah eu ali... 

O livro é contado em 1ª pessoa, então é bem legal a visão de Mia de diversos assuntos, e eu mergulhei nesse livro. Muito gostoso. E por que contei isso tudo? Pra explicar que apesar do tema aparentemente leve do livro, logo em seu começo acontece uma fatalidade na vida dessa família. Eles saem de carro para visitar alguns amigos, quando acontece um acidente. Brabão. E Mia é cuspida pra fora do carro, caindo numa vala.

O livro é tão, mas tão bem contado, que a gente se vê ali. Numa hora ela está ouvindo música no rádio do carro, e num piscar de olhos ela tá estendida na vala. E a música continua tocando. É incrível como a autora se prende em detalhes que fazem toda a diferença!! Chega a ser quase poético!

Então... ela quando ouve a sirene dos carros de ajuda chegando, dá um pulo da vala e corre em direção ao acidente, procurando os pais e o irmãozinho. E vai tomando ideia da proporção da tragédia. E quando ouve os paramédicos gritando por ajuda, ela corre pra valeta achando que é o Teddy. Qual não é sua surpresa quando se depara com ela mesma sendo atendida ali. Uau. Seu corpo quase sem vida, enquanto ela assiste a tudo de fora, mas sem sentir nada.

E o livro vai seguindo, com ela acompanhando passo a passo o que fazem com ela. Levam-na para um hospital maior, que possui uma equipe de traumato-ortopedia muito boa.

Enquanto as coisas acontecem, ela lembra de sua vida, e esta é contada de uma forma leve, gostosa e envolvente. O livro te absorve tão, mas tão completamente que você não sente a hora passar.

O drama existe, é claro. E uma das cenas mais tocantes pra mim foi quando o avô pega na mão dela no leito do CTI e diz que entenderia se ela não ficasse. Daí o título do livro. Ela delibera consigo mesma se valia a pena ficar ou desistir. O livro é fantástico. Todo mundo deveria ler. Só um aviso: o final dá vontade de matar, não pelo seu triste fim, longe disso, mas pelo: continua...

Então aconselho a comprar o que completa este aqui, o Para Onde Ela Foi, antes de prosseguir, para não correrem o risco de arrancar os cabelos em desespero. Amei o livro, e aposto o quanto quiserem que vocês vão amar também. Juro o que a Fidis tem dentro da bolsa... rs.

2 comentários:

  1. Suas resenhas, como sempre, maravilhosas! Vou ler! Obrigada!

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    Respostas
    1. Eliane, não deixe de ler. Amei mesmo! E li o segundo correndo. Pra ser bem sincera, tô catando tudo que é dela pra ler. rsrs
      bjs e obrigada.

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