terça-feira, 10 de novembro de 2015

Colleen Hoover - Confess



Escritores são como compositores, seus trabalhos falam com a gente, mexem lá no fundo, trazem à tona sentimentos que você por vezes quer que fiquem quietos, ou simplesmente se deixa levar. Collen Hoover é uma dessas autoras. Seus livros são completamente diferentes um do outro, mas sempre começam de um jeito meio despretensioso, como quem não quer nada, você vai lendo e quando vê, ele te pega. Sempre, mas sempre penso assim: vai ser com esse que vou me decepcionar. Esse vai ser a bola fora, o que ela errou a mão. E adoro me enganar! Ô mulher boa com as palavras e pra arrancar suas emoções. Confess foi uma grata surpresa. Escrevi essa resenha de madrugada ao acabar de ler e emocionadíssima agarrei meu celular, com preguiça de ligar o computador, e escrevi no bloco de notas. Tá, e agora estou deixando as palavras me tomarem mesmo sem abrir o bloco de notas.

Peculiaridades. São o que chamam atenção nos livros dela. Desde Slammed (ou Métrica, aqui no Brasil) que acompanho sua carreira e sou sua fã confessa. Tenho observado em seus livros uma coisa muito singular: seus personagens se expressam, comunicam-se, deixam um pedaço do seu coração em bilhetes, notas, letras de música, ou qualquer pedaço de papel que possa conter o que levam em suas almas. Em Confess não é diferente. Os personagens são caprichosamente esculpidos, são fofos demais! E roubam seu coração. 

Auburn é uma adolescente de 15 aninhos descobrindo o amor e a paixão. E é correspondida de todo coração. Tinha tudo para ter um belo final feliz se Adam não tivesse os dias contados por uma doença em estado terminal. Ambos adolescentes, mesma idade, hormônios aflorados e ansiosos para se entregarem à paixão e experimentar de tudo enquanto Adam ainda tem forças. E compartilham de um único momento que muda toda a história de Auburn. Ela sente que é sua única chance com Adam antes que a doença o roube dela, e luta com todas as suas forças para mantê-lo vivo e querendo viver.

A mãe de Adam acaba dando um jeito de mandar Auburn pra sua casa e ter seu filho só pra ela enquanto ainda pode. A última vez que ela vê Adam, é arrastada dali do hospital por Trey, o irmão mais velho dele. Nem preciso dizer que essa cena é muito triste.

Passam-se cinco anos e Auburn retorna ao Texas e está quebrada, sem grana, tentando ajeitar a vida como cabeleireira para poder pagar suas contas, e à procura de um 2º emprego, ela acaba em frente ao ateliê de Owen. Ela vê uma placa na porta solicitando ajudante, mas o que atrai sua atenção são os bilhetinhos colados na porta. São confissões, coisas que você não tem coragem de confessar nem pra si mesmo, mas coisas cuspidas em momentos de desespero e lançadas de forma anônima.

Owen a contrata por aquela noite. Ele é pintor e usa as confissões como inspiração de seus quadros, e só expõe uma noite por mês. E aquela é a noite.

Quando se encontram tudo faz sentido na vida deles, mas há muitos segredos não confessos no meio deles para atrapalhar sua história. Auburn tem segredos que acabam se chocando com os dele. As confissões são o ponto forte do livro. Mas como acontece com os livros de Colleen, você contrabalanceia momentos emocionantes com divertidos. Owen tira Auburn de sua zona de conforto e sua vidinha congelada, e meio que desgoverna e sai atropelando tudo com sua entrada na vida dela. Ambos com passado sofrido, encontram um no outro sua alma gêmea, mas as coisas acontecem de forma a atrapalhar seu momento. 

Muito lindo, emocionante e que te deixa com vontade de contar para todo mundo: leia este livro! Erros acontecem, segundas chances também, mas como você se posiciona nas encruzilhadas da vida é que fazem do drama comum uma belíssima história! Mais uma vez, essa Dupla se rende ao talento dessa escritora que toca nossos corações.  



4 comentários:

  1. Eu amooo essa autora!!!
    Agora dá licença, que depois dessa resenha, vou ali, tentar obter esse livro!!!

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    1. Emylia, corra sim, pq este livro está muito, mas muito bom! Depois volte para me contar o q vc achou...rs

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  2. Esse livro é lindo. A associação entre arte e as confissões me arrancaram suspiros. E o final... NUSS. hahahaha collen nunca me decepciona ( ou quase nunca, não curti taaanto assim maybe someday... me julguem hahahaha)
    Ótima resenha ti.

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    1. Ju, amei quase todos os livros dela, só fiquei um pouco assim-assim ao ler Never, Never. Com este não tive nem vontade de fazer resenha, mesmo não sendo ruim, mas achei muito confuso e faltou alguma coisa.
      Confess foi lindo, né?
      Bjs

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