domingo, 24 de abril de 2016

Amy Harmond – Running Barefoot



Esse é um dos livros mais lindos e fofos que já li. A Ana K já tinha me falado deste livro e me deu de presente... amei! E a convidei para fazer esta resenha comigo. É um livro para ser lido numa tarde de chuva, entre leituras de livros mais punks ou até mesmo para desopilar o fígado, pois é um livro pra lá de fofo. Pode dar de presente sem medo de ser feliz e passar vergonha, para qualquer adolescente. Se você gosta de livros hots, este aqui não é pra você.

Bora pra história. O livro é quase todo passado nas idas e vindas da escola dentro do ônibus. Ali vemos a pureza dos personagens, a escrita que se prende aos detalhes, a singeleza (esse nome mesmo!) das cenas. Muito lindo!

Josie Jensen tinha apenas 9 anos quando sua mãe bate a caçuleta. Até aí igual a tantos outros. Só que a família dela morava numa cidadezinha perdida de Deus nos States. Quando a mãe morre, deixa todos a pé. Seu pai trabalhava na pequena fazenda com os irmãos mais velhos da Josie, e sobrou para ela pegar as rédeas do serviço doméstico. Nos primeiros dias a vizinhança se desdobrou para ensinar aquela menininha o básico dos afazeres domésticos, tais como lavar as roupas brancas separadas das coloridas, fazer as refeições, e foram aprimorando. Cada dia era uma vizinha ensinando como ela ser a “dona da casa”. E a vizinhança estava de parabéns! O livro chama muita atenção nessa parte. Todos se ajudam.

E criança é criança. Apesar dos adultos serem super bacanas, tinha uns fedelhos (aqui tive vontade de escrever algo que rima com fedelho, mas me contive... rs) que perturbavam a vida dela na ida para a escola, dentro do ônibus escolar. Pois bem, o motorista pra facilitar seu trabalho, designa que cada criança sente num determinado banco já identificado, marcando um lugar desde o início até o fim do ano letivo. E começa o tormento de Josie, sendo sacaneada por um coleguinha muito do fela até que é salva por Samuel. Mestiço de índia com branco, ele pegou todas as características do povo navajo. E com isso vieram as perseguições; cá pra nós, acho um absurdo perseguir um TDB! rs.

Josie tinha 13 anos e ele era cinco anos mais velho, mas mesmo assim começaram uma amizade muito comovente. Ela adorava música e pediu a uma das vizinhas para ensiná-la a tocar piano. E lia muito. A amizade deles começou com ela ajudando Samuel a entender os personagens da literatura inglesa, ou pelo menos, os dois discutindo trechos dos livros.

Achei superinteressante que o livro mostra nessas discussões literárias dos dois vários trechos e personagens dos livros famosos como Morro dos Ventos Uivantes, entre outros. Muito engraçada a visão dele, e interessante a defesa dela... rs.

Eles dois se apaixonam sem saber direito o que era o amor. Mas enquanto Josie planeja ficar na cidade para cuidar do pai e dos irmãos, Samuel não vê a hora de meter o pé. Sua vida não foi fácil também. Não aceito completamente pelo povo da mãe depois que seu pai morre, ele volta a morar com os avós na cidade após sua mãe se casar de novo. Também não aceito pelos colegas, ele sonha em se tornar nosso sonho de consumo. Um SEAL. Tive que colocar em letras garrafais para quem estava aí meio que cochilando. SEAL. Sim, e mestiço de índio... OMG!! Ai meus sais! Mas nada de safadeza nesse livro. Tudo muito inocente.

Samuel acaba saindo da cidade para perseguir seu sonho e depois volta todo todo! Ai ai... leiam! Vão gostar.

Agora vem a parte da Ana K...

Então... Percebi uma coisa. Meu gosto bate com o da Tinis (com raríssimas exceções contra) quando EU indico os livros. Ela geralmente só me mete em furada. Sim, sim, estou jogando o Ardan na sua cara de novo, Tinis. Seu passado te condena e MUITO.

Mas voltando para a história. Em primeiro lugar, gostaria de frisar que não sou muito fã de drama, e sofrência não é comigo, mas gostei deste aqui. Acho que por ele ser mais “leve”, se é que existe drama leve.

A história é bem light, não tem cenas quentes, tem mal mal beijo, por que o foco não é esse. Alguns livros têm o sexo como único acontecimento no enredo e não é o caso deste aqui. A atenção é totalmente voltada ao desenvolvimento da amizade entre Samuel (<3) e Josie. Aliás, a Sam(ara) até riu de mim, por que eu lembrava facilmente o nome dele, mas o dela não vinha na mente de jeito nenhum, só chamava de “livro do Samuel”. rs

É impossível não se identificar com a Josie quando ela descobre o mundo da leitura, como ela vai usando os livros para ter uma folga do dia a dia, e deu até vontade de fazer uma “Parede das Palavras” também. Rs

Quanto ao Morro dos Ventos Uivantes, superconcordo com ela. Li essa jaca quando tinha uns 15 anos e nunca entendi o rebuliço para cima dele.

É superlegal ver a mudança no Samuel, ver como a Josie ajuda na direção do futuro dele. Ela não foi a responsável, por que é ele quem luta para que o sonho aconteça, mas com certeza, ela tornou um pouco mais fácil para ele conseguir o que quer.

A única coisa que acho que não foi muito legal foi o final. Se a Amy Harmond tivesse colocado mais umas 10 páginas no fim e mostrado um pouco mais da vida da Josie, teria ficado perfeito. Não me entendam mal, não termina em aberto, mas acho que o livro pedia pelo menos um epílogo. E por favor, mais detalhes da cena final... Eu queria detalhes do Samuel!

Falando nele (já disse que o adorei? Pois é, adorei), esse é um dos pouquíssimos livros que me fazem repensar minha opinião sobre “versão dela/versão dele”, que é só uma forma de ganhar dinheiro mostrando até a versão do papagaio, mas nesse caso... Tia Amy, se estiver lendo isto (sim, sim, sei que não está), por favor, faça uma história mostrando a perspectiva do Sam. Sério mesmo, uma compradora do livro dele você já tem. o/

Então, para encerrar e reforçar, recomendo com força a leitura. Para quem tá cansado da atual moda de livro fragmentado, milionário e chicotada (antes era José Rico, agora é Chicotada), essa indicação vale a pena, mesmo sendo uma história light. E ainda é bem escrito. E ainda tem SEAL. E ainda tem um mocinho MARA, que além de tudo é navajo... Ou seja, só tem motivos para ler... rs.




17 comentários:

  1. Aiai meninas, depois dessa resenha... interessei, rsrs.
    Ainda mais depois das m%¨&%*& que tenho lido por aí, afff... nada mais refrescante do que mocinho Seal, navajo e MARA!! kkkkkkkkkkk

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    1. Gi, esse mocinho é um fofo. Vc vai gostar.
      Bjsss

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  2. Sou suspeita, pq me tornei fã da Amy Harmon, comecei com Beleza Perdida e sempre que tem lançamento de livro dela, passo na frente do que estiver lendo. Ela escreve maravilhosamente bem, histórias comoventes e bem trabalhadas. Amei a Resenha meninas!

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  3. Amendoim, pra ser sincera, esse foi o primeiro livro dela que li...e amei. Ganhei da Ana K de presente com altas recomendações, e fiquei fã. Vou ler este outro q vc falou. Se eu gostar, te chamo pra fazer a resenha comigo....kkkkkk
    Bjss

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    1. Tininhaaaa.... está perdendo kkkkk A Lei de Moses e O Som David são lindos tbm. E se eu te falar q a Josie é citada no livro do Moses??? kkkkkkkk Moses e Davi são meio que interligados.

      Infinito Mais Um é tipo um Bonnie e Clyde moderno .... quem espera o hot, hot nos livros dela se decepciona, ela prima pelas belas histórias.

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    2. Já estão na lista! Realmente acho q o hot ficaria fora de lugar nessa historia. Ela é linda, e é a singeleza que nos cativa. Amei o modo d escrever dela.
      Valeu pelas dicas, dona Amendoim! O q seria desse blog sem as indicações maravilhosas?
      Bjss

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  4. Meninas, a resenha de vocês fez com que eu me interessasse em ler o livro. Já coloquei no Kindle. Um grande abraço.

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  5. Eliana, dp conta pra gente o q achou!
    Bjss

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  6. A Amy nunca me decepciona... Parabéns meninas!!!

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    1. Gladys, sua linda, sumiu...rs
      Menina, apaixonei por esta história. Cândida, uma coisa atemporal, amei!

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  7. Bom, quando eu li fofo, indicado pela Tinis eu já ri...rsrs
    Pq os fofos dela são tudo ogro...kkkk
    Mas, como tem o aval da Ana Kaninanha e nós temos o mesmo DNA literário, vou ler...rsrsrsrs.
    Mas, que pena que não tem safadeza...imaginem...um SEAL navajo??? já apaixonei...rsrsrs
    Bjão
    Samara

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    1. Ximetida, nem vem q meu gosto é impecável....rsrs.
      Mas falando sério, realmente a safadeza não ia combinar com esse casal. Leia q vai entender....rsrs
      E meus fofos são fofos.
      Bjss

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  8. Bom, quando eu li fofo, indicado pela Tinis eu já ri...rsrs
    Pq os fofos dela são tudo ogro...kkkk
    Mas, como tem o aval da Ana Kaninanha e nós temos o mesmo DNA literário, vou ler...rsrsrsrs.
    Mas, que pena que não tem safadeza...imaginem...um SEAL navajo??? já apaixonei...rsrsrs
    Bjão
    Samara

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  9. Ha,ha...depois dessa parte...Um SEAL.Tive que colocar em letras garrafais para quem estava aí meio que cochilando.(EU)rsrs.Esse vai para fila imensa por sinal.Obrigado meninas a resenha ficou maravilhosa,parabéns!!!
    Abraços!!!

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    1. Delma! Sabia q vc não ia deixar um seal escapar...kkkkk
      Saudades...bjss
      PS. Não engula mosca.

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  10. Tininha... Ana K...
    Mermãs vocês me deixaram com água na boca pra ler essa flôrzinha de tão bonitinha! Depois de tantos livros insanos, onde as vezes o duplo mortal twist carpado são tão ensandecidos, que muitas vezes os bofes vem pra fora de tanta golfada. É um verdadeiro oásis literário ver esse Shangrilá. Vou imediatamente, right now, cair di boca nessa bagaça!

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    1. Ai. Boa... saudade de vc por aqui. Este livro realmente é uma fofura, não que não tenha sua cota de dramas, mas é delicioso em seu frescor.
      Caia di boca, vá na fé, mermã...rs
      Bjs sua linda!

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